• Karoline Rodrigues

A relação entre a camisa e a bombacha




É fato que cultura gaúcha é uma das mais fortes do Brasil, e souberam como ninguém conservar e promover suas raízes e tradições.


Através dos seus Centros e Movimentos Tradicionalistas, o amor pela cultura é evidente na música, danças, hábitos, vestimentas e modo de falar.


Em especial as vestimentas, que refletem a origem e o estilo de vida do povo gaúcho, e que inclusive são objeto de uma lei estadual (Lei nº 8.813, de 10 de janeiro de 1989), que oficializa a indumentária denominada de “pilcha gaúcha”.


A pilcha é considerada autêntica ao reproduzir com elegância a sobriedade da indumentária histórica dos gaúchos. O traje pode inclusive substituir o traje convencional atos oficiais, públicos ou privados, realizados no Estado do Rio Grande do Sul. 


As diretrizes da indumentária indicam atenção especial para alguns detalhes como a coerência temporal. Não se deve fazer confusões temporais de trajes. A história da indumentária pode ser dividida em fases temporais, sendo a mais recente de 1865 até os dias atuais, com a introdução e consolidação da bombacha nesse período. A dica é no sentido de não usar a parte de cima de uma época e a parte de baixo de outra.


Outra dica importante é vestir-se conforme o clima e a ocasião. No verão, por exemplo, é permitida a camisa de manga curta de um traje campeiro. Para um fandango, por sua vez, recomenda-se a camisa de manga longa de uma pilcha social.


No que diz respeito aos trajes masculinos, a camisa e a bombacha são um dos componentes básicos da vestimenta, e sua importância na composição da indumentária merece destaque. Claro que a pilcha para atividades artísticas e sociais incluem ainda colete, bota, cinto, chapéu, paletó, lenço, faixa (opcional), pala (opcional) e faca (para apresentações artísticas). 


Mas na hora do gaúcho se vestir, a camisa e bombacha são a dupla essencial do traje masculino, e também a que admite uma variedade mais vasta de combinações.


A verdade é que pode-se usar uma mesma bota, cinto e chapéu, com inúmeras camisas e bombachas, por isso essa relação é, na nossa opinião, digna de um post só delas!

 

Quanto à bombacha:

- Sempre para dentro das botas.

- Os tecidos padrão são brim (não jeans), sarja (lã), linho, algodão, Oxford, microfibra.

- Preferência por cores sóbrias ou neutras, como marrom, bege, cinza, azul-marinho, verde-escuro, branca. É permitida estampa lisa, e listrada e xadrez discretas.

- Favos e enfeites de botões devem ser do tamanho daqueles utilizados nas camisas, vedados os de metal. Os favos podem conter letras, marcas e botões, e os desenhos deverão ser idênticos em uma e outra pernas. 

 

Quanto à camisa: 

- Preferencialmente lisa. O xadrez e as estampas devem ser evitados. Listrado deve ser discreto.

- O tecido deve ser preferencialmente lisode algodão, tricoline, viscose, linho ou vigela, microfibra (não transparente) e Oxford. 

- A gola deve ser social, abotoada na frente, em toda a extensão, com punho ajustado com botões. 


As possibilidades de combinações são infinitas, vai do gosto de cada um para a ocasião e o clima, mas todas, sem dúvida, levam um tanto de essência, do coração e da alma do gaúcho.

📸 por @oficialfagnerfotografia


Fonte: https://mateando.com.br/blog/traje-do-gaucho-para-nao-fazer-feio/

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